A Vida Virgem Extra de Cláudia Villax

Fomos almoçar à Sociedade a propósito do lançamento do livro ‘A Vida em Virgem Extra’ de Cláudia Villax e aproveitámos para trocar dois dedos de conversa com a autora

Porque é que o azeite é a melhor superfood do mundo?
O azeite virgem extra é a melhor superfood do mundo por várias razões: por contar com mais de 3000 anos de existência na nossa alimentação; por ser apenas sumo de fruto 100% natural, rico em vitaminas, antioxidantes; por ser uma das maiores fontes de ácidos gordos monoinsaturados da nossa dieta e a única gordura vegetal passível de se consumir diretamente, virgem e crua. E como temos azeite de muita boa qualidade em Portugal há a vantagem de não ter que viajar milhares de Kms para nos chegar às mãos, nem de passar dias em arcas frigorificas.
O azeite faz-nos bem, muito bem como vão descobrir nas páginas deste livro.

“Um consumidor bem informado faz escolhas inteligentes e tem um poder incrível nas mãos!”


Portugal regra geral produz bons azeites, mas os portugueses consomem bons azeites?

Já produzimos azeites de muito boa qualidade, mas penso que na sua maioria os portugueses ainda têm dificuldade em distinguir um bom azeite, uma grande parte ainda recorda aquele azeite forte que vinha da casa dos avós ou da terra, é desse que gostam. Só que, infelizmente, esse azeite é feito na maior parte das vezes com azeitona em mau estado de conservação o que faz com que tenha bastantes defeitos como tulha, ranço ou mofo. Um bom azeite virgem extra tem características muito diversas e sabores muito distintos, podem ser mais verdes ou mais maduros, depende se as azeitonas estão mais verdes ou mais maduras na altura, da colheita, frutados, com notas de sabor a frutos específicos como maçã, amêndoa, tomate, banana, cacau por vezes até de flores ou erva, mais amargos ou mais doces, mais picantes. O azeite é um mundo que vale a pena descobrir, é muito apaixonante.

Agora carregue no play e perceba a paixão de Cláudia Villax por este tema

Há quanto tempo é que produz azeite e como é que surgiu esta paixão?
Começámos a produzir azeite em 2004, não sabíamos nada sobre o assunto, mas a paixão foi imediata. Foi a nossa primeira produção distribuída apenas por amigos e família. Ficámos muito felizes com o resultado, para nós era o melhor azeite do mundo! Hoje, quando olho para trás e recordo aqueles primeiros anos só me apetece rir, o nosso azeite era péssimo, mas nós achávamos maravilhoso, claro. Só dois anos mais tarde, quando começámos a saber um bocadinho mais sobre o assunto é que começámos a produzir azeite de mais qualidade, mas continuávamos a produzir só para amigos e familiares. Todos os anos, sabíamos que queríamos fazer melhor e aprender tornou-se uma prioridade absoluta. E assim o azeite começou a ter cada vez mais qualidade. O empurrão para o começarmos a vender aconteceu em 2011 quando por uma coincidência uma amiga, que adorava o nosso azeite, fez uma ação com azeites num lançamento internacional de uma marca de automóvel que foi feito em Portugal e que contava com a presença de 600 jornalistas de todo o mundo. Nessa ação havia uma prova de azeites e o nosso foi um dos mais apreciados, os jornalistas pediram-nos garrafas para levar. Depois, a juntar a isto comecei a reparar que, tal como eu, existia um movimento global de pessoas que se preocupava cada vez mais com o que come. Que queria saber de donde vem, o que contem a comida e que valoriza a qualidade e o impacto que os mesmos têm no meio ambiente. Achei que estavam criadas as condições para lançar um produto diferenciador no mercado – um azeite puro e exclusivo, onde o nosso objetivo não é a quantidade mas sim a qualidade original do verdadeiro azeite.
Já tínhamos algumas infraestruturas, o básico de máquinas agrícolas, mas resolvi aprender a fundo sobre agricultura biológica, agroecologia e azeite/olivicultura e transformar o que tinha num negócio. Depois a nossa quinta é um local muito especial, as nossas oliveiras são milenares e é um espaço com muita, muita história o que por si só faz boa uma história para contar.

“Um bom azeite é um azeite que foi feito em boas condições, com frutos de qualidade e que quando se faz análise sensorial apresenta, nenhum defeito e três características: frutado, amargo e picante”

Qual é o melhor azeite do mundo e como gosta de o consumir?
Para mim é o meu, sei como foi feito e gosto da mistura da azeitona Galega e Cordovil, variedades típicas da região. Como apreciadora, gosto também de azeites virgem extra feitos com outras variedades como a cobrançosa e verdeal de Trás dos Montes ou com variedades de outros países como França e Itália. Destes por exemplo gosto muito de azeite feito com uma variedade que é a Frantoio. Mas, sobretudo, gosto de azeites feitos variedades autóctones. Não sou adepta que os azeites sejam todos iguais, que se usem variedades de outros países. É algo que acontece bastante hoje em dia com os olivais intensivos e semi-intensivos, em que se usam variedades de azeitonas mais rentáveis, mas que também as há em Espanha ou noutros países. Qual é a graça quando se viaja de saborear um azeite local que sabe igual ao que encontramos no nosso país? Sou a favor da biodiversidade, pois até no prato esta se reflete.

Como gosta de consumir azeite?
De todas! Mas adoro usá-lo em cru para realçar o sabor e características dos alimentos.

Este seu lado da sustentabilidade, do respeito pelo produto, estão cada vez mais vincados. É essencial mudar de consciências não é?
É muito importante mudar de consciência e de atitude. A minha visão de como gostaria que fosse a alimentação no futuro, gostava que houvesse uma maior responsabilização da industria alimentar na forma como se produz os alimentos, que houvesse mais ética na manutenção dos recursos e sustentabilidade do planeta, que arranjassem recursos para não se produzir tanto lixo, que as embalagens fossem claras no que realmente contêm, de uma forma simples e prática que todos soubéssemos o que estamos a comer. Gostava que o consumidor fosse mais exigente e informado sobre como é produzida a comida que comem, donde vem e o que contem. Um consumidor bem informado faz escolhas inteligentes e tem um poder incrível nas mãos! Ele através das suas escolhas pode obrigar uma indústria inteira a mudar para melhor. E gostava que todos nos apercebêssemos que tudo está interligado, o que vestimos, os móveis que compramos para as nossas casas, a indústria, etc. Tudo tem uma ligação à água e ao solo, que mais tarde ou mais cedo vai acabar por se refletir naquilo que comemos.

Dê-me três boas razões para alguém comprar “A Vida Virgem Extra”

Dou uma – é um livro que vai ajudar a tornar o consumidor mais informado, e depois claro é lindo e tem receitas simples e deliciosas.

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