À conversa com… Diogo Sousa Coutinho
Mercado de Campo de Ourique, Lisboa
Mercado de Campo de Ourique, Lisboa

Diogo Sousa Coutinho, CEO do Grupoo SC, que gere Mercado de Campo de Ourique, esteve à conversa com a Lux Gourmet, no lançamento dos vinhos Rés-vés Campo de Ourique, Campo de Ourique e Mercado de Campo de Ourique. Três vinhos que nascem de uma parceria entre o Mercado de Campo de Ourique e a Casa Santos Lima.

Antes de falarmos sobre este novo desafio, pergunto-lhe como tem sido gerir o Mercado de Campo de Ourique, prestes a celebrar 4 anos?

Tem sido incrível. Tivemos uma primeira fase em que era novidade, fomos o primeiro Mercado a revolucionar uma coisa tão antiga e tradicional. Nos primeiros tempos vivemos uma autêntica loucura. Tínhamos visitantes a todas as horas, vinham à noite ver o que se passava… estava cheio, cheio, cheio! Depois, graças a este, começaram a aparecer mais dois, três mercados… e dá-nos um grande prazer ver esta tendência a crescer. Paralelamente, também nós continuamos a crescer.

Agora de uma forma mais tranquila.
Sim, de uma forma mais organizada. Inicialmente era “desagradável” vir cá, e hoje em dia é muito agradável.

Já deixou de ser uma novidade e agora tornou-se num hábito?
É exatamente isso. Um hábito, que está hoje nos portugueses e nos turistas. Este mercado tem várias particularidades: o facto de estarmos aqui sentados a olhar para este envolvente de mercado tradicional com restauração, com esta arquitetura tão agradável. Estamos aqui e sentimos-nos bem e isso deve-se à arquitetura, ao espaço, à história que isto tem. Estamos num espaço com mais 80 anos, aqui já se viu mulheres a matarem frangos, e é estranho pensar nisso, em porcos a fugir… Ouvimos constantemente histórias e imaginamos como foi, porque agora estamos nesse mesmo espaço, mas atualizado. E, são duas e meia da tarde e temos a casa cheia…

É sempre assim, mesmo durante a semana?
Sempre. Com o início da escola acalma, mas é só nesta primeira fase em que as pessoas têm de se organizar para voltar às rotinas. Depois regressam aos seus hábitos.

O Mercado de Campo de Ourique continua a ser um dos principais spots de Lisboa, que as pessoas procuram e aconselham a quem vem de fora?
Tenho a certeza que continua! Pelos visitantes, pelos números e pelas experiências que continuamos a proporcionar. E isso, sim, faz com que isso aconteça. O que se passou hoje, contribui para isso. Chegarmos aqui e vermos, mais uma vez, uma coisa tão estranha, como três vinhos, do próprio Mercado de Campo de Ourique, o Rés-Vés, uma marca engraçada de pronunciar, gira de dizer… isso dá ainda mais curiosidade às pessoas de conhecer e vir cá. Estamos sempre a proporcionar experiências diferentes e, aqui, as pessoas conseguem encontrar algo nunca visto e isso marca-as.

O lema continua a ser: “sempre mais à frente”?
Fazemos questão disso. De estar à frente de tudo e todos. Esse é o nosso objetivo. É para isso que trabalhamos todos dias arduamente. Para fazer sempre acontecer primeiro, foi o que aconteceu com este Mercado. Demos o passo de, no meio de Campo de Ourique, num bairro tão histórico, conseguir pôr aqui turistas… Uma coisa única! Os turistas não vinham a Campo de Ourique. Eles não conheciam, não fazia parte do “roteiro turístico”, e hoje vêm cá. Dão uma volta pelo bairro, tão típico, é isso que eles gostam de ver! Quando nós vamos para fora, também procuramos isso. Gostamos de ver onde é que eles estão e como é que vivem.

Como é que foi o verão do Mercado. Qual o balanço que faz?
Batemos o recorde de mais de um milhão de visitantes nos primeiros seis meses. Portanto, face ao ano passado, foi um acréscimo exponencial. O mês de agosto foi o melhor mês da história do Mercado. Como é que passados quatro anos, agosto, se torna no melhor mês da nossa história? O Turismo ajudou, obviamente, mas o local, o emigrante e o português que continua a trabalhar em agosto, o Lisboeta, também contribuíram muito para esses números.

E o que se pode esperar para o inverno?
Vamos ter várias coisas que já tivemos e outras que ainda não tivemos. Fazemos quatro anos em novembro, é um grande marco. Vamos ter uma série de novidades a assinalar a data, que vão ser comunicadas e lançadas em breve. Vamos ter elétricos, outdoors e moopis, a comunica-las. Vai ser um grande evento. Paralelamente, vamos ter o Festival da Cerveja. O lançamento de três ou quatro eventos, um deles é o lançamento do Beacham, um outro evento de Surf, vamos lançar vários Gins e Portos brancos…

O lançamento desta parceria entre a Casa Santos Lima e o Mercado de Campo de Ourique é também um passo em frente na história recente do Mercado.
Achamos que Mercado de Campo de Ourique e “rés-vés” são coisas muito fortes e que dizem muito aos portugueses, e que isso podia tornar-se numa marca. Daí olhar para o vinho como um testemunho que pode ir para todo o lado. O vinho é a melhor maneira de passar esta mensagem.

E também de levar o Mercado aos estrangeiros, visto que estes vinhos são também para comercializar no estrangeiro…
Completamente. O nosso objetivo é por estes vinhos no mundo.

Bebe-se muito vinho aqui no Mercado?
Sim, é só olhar à volta!

Foi também por isso que sentiram essa necessidade?
Sim… O desafio de fazer algo novo e de agarrar uma marca tão forte, acho que o vinho é a melhor maneira de exponênciar… Achamos que faz sentido e que a Casa Santos Lima tem todas as condições e mais algumas para fazer disto uma bandeira de Campo de Ourique.

O desafio foi proposto pelo Mercado de Campo de Ourique à Casa Santos Lima. Deram-lhes alguma indicação do tipo de vinho que queriam?
Não. Quisemos apenas criar categorias de qualidade de vinho e depois a Casa Santos Lima encarregou-se do tipo de vinho, as misturas: ácido-não ácido, madeira-não madeira… nisso nós confiámos neles plenamente!

E gostou do resultado?
Adorei, adorei! Vou ser sincero, estava à espera que fosse um bom vinho, o Rés-Vés surpreendeu-me imenso, o Campo de Ourique também é um bom vinho, mas o que me surpreendeu mais foi o Rés-Vés e o Mercado de Campo de Ourique.

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