À Conversa Com… Ana Morais

Foi quando estava de licença de maternidade, que surgiu tempo e disponibilidade para se dedicar ao Macramé. Jornalista de formação, Ana Morais trocou as letras pelas linhas, mas a comunicação mantém-se presente na sua vida profissional, quer através das redes sociais quer da sua loja online, Casulo.

Casulo
Casulo

Há três anos, para ocupar o tempo que tinha livre, enquanto estava em casa, decidiu dedicar-se a uma nova arte, o Macramé. Em Portugal pouco ou nada havia sobre estas peças decorativas, pelas quais morria de amor e que estava habituada a ver nas revistas estrangeiras de decoração. E mandar vir da Austrália, nem pensar, era caríssimo! Resolveu, então, começar a sua pesquisa. Foi através da Internet, que conseguiu adquirir os manuais de iniciação ao seu novo estudo. “Encomendei algumas revistas. Umas mais antigas e outras mais recentes vindas da Austrália… fui completamente autodidata”, conta Ana Morais, fundadora da marca Casulo.

Pôs, literalmente, mãos à obra, e começou a praticar. No início, elaborava apenas algumas peças para a sua casa, mas o feedback dos amigos foi tão positivo, que a convenceram a vender. Por que não?! E nasceu a sua primeira coleção. Elaborou algumas peças, criou um site, partilhou-o, e no dia seguinte, estava tudo esgotado. A dica certa para conciliar o macramé com a sua anterior profissão (comunicação e marketing), o que durou pouco. Cedo chegou o dia em que teve de optar.

Criou a marca, uma loja online, e a partir daí foi sempre a crescer. Nem nunca a antiga jornalista pensou que ia ter uma evolução tão rápida. “Não. Quer dizer, tinha ideia de que estava a fazer algo diferente, que ninguém em Portugal ainda fazia, não se via – e também por isso arrisquei -, mas sim, fiquei surpreendida. Foi um acaso muito feliz!”

Agora tenta levar um bocadinho de beleza, no seu trabalho, para casa das outras pessoas. Foi precisamente a partir desta ideia, que surgiu o nome Casulo. “É fazer do ninho deles, um casulo mais bonito”, diz. As peças começaram por ser apenas decorativas, no entanto, o portefólio foi aumentando e hoje tem um leque de peças com algumas finalidades. Como por exemplo, um baloiço, ou acessórios, como: mochilas, sacos de praia, saco para o ioga. “A ideia é ir sempre variando e fazer coisas diferentes e originais”.

Contudo, aquilo que parece ser um trabalho muito zen ou apaziguador é algo que exige muito de si: “Puxa muito por nós em termos de cabeça e corpo. Ficamos com algumas mazelas físicas quando o trabalho é muito, principalmente, quando temos muitas encomendas e há prazos e deadlines… temos de dar muito de nós. Exige um grande esforço físico!” E há algumas tendinites pelo meio, que, quando aparecem, obrigam-na a parar.

Quanto ao objeto de eleição, afirma que os clientes preferem os ‘Caça Sonhos’, porque é uma peça versátil, tanto dá para adultos como para quartos de criança. Mas para a criadora é o Rhand. “Uma peça enorme, lindíssima, pesa oito quilos e serve para decorar uma parede grande”.

O Rhand é precisamente o objeto mais caro que tem, “vai aos 700€”, revela a artista. E, justifica: “Estamos a falar de um trabalho com cerca de duas semanas de execução, mas que não pode ser feito de seguida, por causa dos movimentos. Os materiais nesta peça são grossos e pesados e exigem um grande esforço físico, então o movimento repetido acaba por massacrar, daí ter de ser um trabalho doseado”. E, para os mais curiosos, a mais barata custa €25.

O cordão 100% algodão, de diferentes cores, texturas, espessuras é o material com o qual trabalha maioritariamente, até para, prevenir alergias, porém, também usa o fio de algodão, a corda de sisal e a lã.

Os seus clientes são, na sua maioria, estrangeiros, aliás, um pouco mais de metade. E há, inclusive, clientes, lá fora, que não se ficam pela primeira encomenda. “O que é um ótimo sinal”, afirma Ana, visivelmente satisfeita.

É dos Estados Unidos que surgem mais pedidos de encomenda, mas tem um novo revendedor em Hong Kong. A par com estes, exporta ainda para Itália, França e em Portugal pode ver o seu trabalho em algumas lojas espalhadas pelo Funchal, Comporta e Porto. É precisamente no Porto, que vive e tem o seu atelier.

Apesar de não ter uma loja física com a sua marca, expõe o seu trabalho no Casulo Loft, um apartamento, que restaurou no centro da invicta, para alugar a turistas, e que está decorado com as suas obras. Quem lá fica tem a oportunidade de ver os seus trabalhos e até de os comprar.

A par com as peças, presta também serviços de decoração de espaços, e dá workshops – sempre esgotados. Mas o maior desafio que teve, até ao momento, foi o convite para decorar a loja Hermè, no Chiado, em Lisboa. “Contactaram-me do Studio Astolfi, a perguntar se estava interessada no desafio e respondi de imediato: ‘claro que sim!’. Foi um desafio muito grande, em termos criativos, mas acho que correu bem!”, diz com alguma modéstia.

Todos os trabalhos são por encomenda e demoram 15 dias úteis a chegar ao cliente – desde o momento em que é feita a encomenda até ser expedida. “Tenho quase sempre lista de espera, por isso não tenho tempo para fazer stock”, revela.

Lança duas coleções por ano: primavera/verão e Outono/inverno e a próxima está quase a ser apresentada. O desafio agora, é: “Continuar a fazer coisas diferentes que surpreendam o cliente e a mim! Vamos ver o que vai aparecendo…”

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