Belmond Reid’s Palace o hotel que todos deviam conhecer pelo menos uma vez na vida…

É, por variadíssimas razões que o Belmond Reid’s Palace é um dos mais especiais hotéis da Madeira. Aqui, respira-se história e se estas paredes falassem teriam, com certeza, muito para contar!

Qualquer semelhança com aquilo que o Reid’s foi há uns anos é hoje pura coincidência. A essência a que o hotel nos habituou desde a sua abertura está lá, mas aproximam-se tempos de mudança. A entrada já não é a mesma, tornou-se agora mais majestosa e imponente.

Há um lobby desafogado à nossa espera, pejado de plantas e com uma vista de cortar a respiração para o oceano. Quando fazemos o check-in no Belmond Reid’s Palace dificilmente conseguimos tirar os olhos das fotografias que testemunham o facto de que este é, há muito, um hotel de referência, não só na ilha da Madeira, mas também em Portugal. O clássico está lá, mas o contemporâneo também. Ambos vivem lado a lado, sem que um roube protagonismo ao outro. Quando aqui entramos, a nossa imaginação é estimulada a cada recanto e damos por nós a divagar sobre como seriam os tempos em que os turistas chegavam à ilha de barco para passar aqui grandes temporadas. O inverno, ameno, era a época alta. Tempos em que se fugia à guerra, afinal, são 127 anos de história, onde há muito para contar.

As janelas rasgam-se para o exterior, não estivéssemos nós no Salto do Cavalo, um dos locais com uma das vistas mais privilegiadas para a baía do Funchal. O Reid’s está renovado, mas os apontamentos clássicos juntam-se aos elementos contemporâneos em perfeita harmonia.

Voltemos atrás no tempo. Se, aos 14 anos, o médico da aldeia onde vivia na Escócia não o tivesse aconselhado a procurar um clima ameno, por questões de saúde, muito provavelmente o Belmond Reid’s Palace, aquele que é considerado como um dos mais emblemáticos hotéis em Portugal não teria existido.

William Reid, o homem por detrás do Reid’s, era um dos 11 filhos de um agricultor escocês sem grandes posses. Partiu, por indicações médicas, mas com apenas 5 libras no bolso. Estávamos em 1836 e Reid era ainda um adolescente. Na viagem que o trouxe pela primeira vez à Madeira, trabalhou como camaroteiro e já na ilha foi empregado numa padaria alemã. Desde muito cedo que Reid mostrou um grande talento para os negócios. Foi em meados do séc. XIX que a ilha passou a estar na rotas dos turistas internacionais. e eram cada vez mais aqueles que escolhiam a Madeira como destino.

O Reid’s new Hotel, como lhe chamaram na altura, abriu portas pela primeira vez em 1891, atravessou a era eduardiana e a Belle Époque reconhecida pela profusão artística. Infelizmente, Reid morreu em 1888 e não viu a sua obra completa. Foram os lhos Willy e Alfred, que estudavam em Inglaterra, que se mudaram para a ilha para terminar o que o pai tinha começado.

Ao percorrermos os vários corredores do hotel deparamo-nos com um sem-número de fotografias que nos remetem para outros tempos. Não se admire se encontrar algures um registo fotográfico de grandes nomes da aristocracia, da arte e da política. Entre as figuras de renome que passaram por aqui está Sissi, a imperatriz da Áustria que visitou o hotel em 1893, aquando do seu 56º aniversário. Considerada uma das mulheres mais bonitas da sua geração, quis manter o anonimato quando chegou à ilha, mas convenhamos que foi tarefa quase impossível, sobretudo porque viajava com uma comitiva de 140 pessoas.

A lista é extensa e dela fazem parte membros da realeza, presidentes, políticos, atores e artistas. O rei eduardo VIII, Alberto e estefânia do Mónaco, os reis da Suécia e de espanha, George Bernard Shaw, John Galsworthy, Geraldine Chaplin, Roger Moore, Gustaf Gründgens, Gregory Peck, entre muitos, muitos outros.

Não é por acaso que as duas suites presidenciais têm o nome de Winston Churchill e Bernard Shaw.

Comecemos por Bernard Shaw. Chegou à ilha no dia 30 de dezembro de 1924, aconselhado pela sua mulher, Charlotte, que descreve a ilha como um local “com ores, sol, banhos e sem teatros”. Dois meses depois da sua chegada, o jornal new York Times fazia saber que o dramaturgo irlandês estava a banhos de mar e sol e que aprendera a dançar tango. Max Rinder, o instrutor de tango do hotel, terá muito provavelmente recebido o melhor elogio da sua vida, quando Shaw lhe ofereceu uma fotografia  autografada, onde escreveu: “Ao único homem que me ensinou alguma coisa.”

Winston Churchill foi outra das figuras que pôs a Madeira no mapa pelas melhores razões. Foi a 29 de dezembro de 1949, que o estadista britânico e  a sua mulher, Clementine, chegavam à ilha. Era este o início de uma grande paixão entre Churchill e estas terras onde gostava de passar temporadas. Depois de Churchill ter adotado o hotel como uma espécie de residência, foram cada vez mais aqueles que quiseram car aqui. O realizador John Huston ficou aqui hospedado, quando decidiu lmar nestas águas parte do lme ‘Moby Dick’. O elenco, do qual fazia parte Gregory Peck, também alojado no Reid’s.

Apesar de ter uma forte componente histórica, não se pense que o Belmond Reid’s Palace está preso ao passado. O hotel orgulha-se de tudo o que vem de trás, mas quer manter a sua contemporaneidade. A par da entrada do hotel e de tudo o que foi renovado, todas as zonas sociais do primeiro piso estão a ser reformuladas.

Completamente de cara lavada está o Pool Terrace, o restaurante que fica mesmo ao lado da piscina. Os quartos, o bar e o restaurante William são os senhores que se seguem, no que respeita a reformulações.

E por falar em William, este é, sem dúvida, um dos incontornáveis do hotel. Detentor de uma estrela Michelin, o restaurante, chefiado por Luís Pestana, aposta numa cozinha local onde se privilegiam os produtos da estação. Pode optar pelo pedido à carta ou por um dos três menus degustação: William, €120 (E155 com pairing de vinhos), Assinatura €170 (€205 com pairing de vinhos) ou lagosta €190 (€235com pairing de vinhos). O William está aberto de terça a sábado, das 19h30 às 22h.

O famoso Chá das Cinco, um clássico do Reid’s, é servido na varanda. Mesmo que não esteja hospedado no hotel, vale a pena experimentá-lo! €35,50 por pessoa.

Outra das experiências gastronómicas do Reid’s é o famoso Chá das Cinco, que é servido diariamente no lounge ou na varanda. Se o tempo o permitir, opte pela varanda, onde o chão preto e branco, o mobiliário em palhinha e as arcadas que nos permitem ter uma vista desafogada, criam um ambiente verdadeiramente especial. Para além do chá (existem 24 diferentes) servido num serviço da Vista Alegre, chega à mesa uma seleção de finger sandwiches, scones acabados de fazer, com manteiga, compota e natas à boa maneira inglesa, e ainda uma seleção de bolinhos de chá com macarons, financier, entre outras tentações às quais será difícil resistir.

Convém fazer reserva antecipada, quer esteja ou não alojado no hotel. não deixe de percorrer os jardins do Reid’s de uma ponta à outra e descobrir cada uma das espécies que tornam este espaço tão especial.

 

Se entrar no SPA, é muito provável que não queira sair daqui tão cedo. O leque de tratamentos e massagens é vasto e todos têm assinatura natura Bissé.

Avisamos desde já que quando se entra no Belmond Reid’s Palace não temos grande vontade sair. Primeiro pela vista desafogada e absolutamente arrebatora, depois pelos espaços exteriores, sobretudo nos dias mais amenos. De qualquer forma o hotel, dispõe de vários serviços que podem ser tentadores: Assistir ao nascer do sol e tomar o pequeno-almoço no Pico do Areeiro a 1800 m de altitude; conhecer a magia da Fajã dos Padres, e a vinha plantada por jesuítas em 1595, a partir do qual se produz o malvasia da Madeira; e participar numa caminhada ao longo das famosas levadas.

 

 

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