“Uma boa alimentação é a fome com vontade de ter saúde”, Bela Gil

“Mudar o Mundo Através da Alimentação” foi o propósito da Conversa, que trouxe Bela Gil, filha do conhecido cantor de música popular brasileira, Gilberto Gil, à A Sociedade. A ferramenta é outra, mas a intenção é a mesma: tal como o pai, também Bela dá o seu contributo por um mundo melhor.

Isabela Giordano Gil Moreira é chef de cozinha natural e defensora da alimentação saudável e consciente, através dos vários projetos em que se envolve.

A par com a nutrição – sempre em constante formação -, Bela Gil apresenta dois programas de televisão no canal brasileiro GNT – Vida Mais Bela e Bela Cozinha – , e ainda tem o Canal da Bela, no YouTube. É chef de cardápio dos restaurantes Da Bela, numa cadeia internacional de Hotéis, no Rio de Janeiro.

Já publicou três livros: Bela Cozinha – As Receitas, Bela Cozinha 2 e Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil. A par com tudo isto, a chef dá palestras e aulas de culinária, apoia vários projetos sociais e é mãe de Nino e Flora.

Está cansado com tanta energia? Então faça uma pausa, sente-se confortavelmente, e leia a nossa entrevista.

Como define o tipo de alimentação que pratica?
Natural. É comida natural, alimentação natural, o mais próxima da natureza possível.

Vai ser fácil entender se a Flor, a sua filha, seguir a sua profissão. Pois desde cedo a acompanha na cozinha, como se pode verificar no vosso canal do YouTube. Mas, e a Bela? Quando e como descobriu que era este o rumo que queria dar à sua vida?

Comecei a mudar a minha alimentação na adolescência, quando comecei a praticar ioga. Aos poucos fui alterando a minha alimentação porque o meu corpo foi automaticamente rejeitando alguns alimentos, como o excesso de açúcar, de carne, de gordura… então senti essa necessidade.

Com 18 anos fui viver para fora e frequentei um curso de culinária natural e nesse momento apaixonei-me por culinária e nutrição. Sabia que queria trabalhar com saúde e alimentação, só não sabia o que é que ia fazer.

É fácil convencer as pessoas a praticar uma alimentação saudável?
Não, não é fácil convencer. Dá para mostrar, informar, educar as pessoas. A informação é muito importante, mas cabe às pessoas quer mudar ou não.

Qual o melhor conselho para quem quer mudar a sua rotina alimentar e passar a ter uma alimentação saudável e correta? É um processo doloroso?
É. É um processo de auto-conhecimento. As pessoas têm de querer. Têm de entender os motivos pelo qual estão a fazer essa escolha. Não vale a pena mudar pelos outros… A vontade tem de surgir de dentro.

Passar a informação e o conhecimento é importante para que as pessoas possam usar essa informação a favor delas. Mas para mudar a pessoa tem de se conhecer. Essa é a principal mudança. A minha dica para quem quer ter uma alimentação mais saudável é essa.

Os produtos e ingredientes que utiliza nas suas receitas são de fácil acesso?
Depende. Uso muitos ingredientes da cozinha tradicional brasileira que são de fácil acesso, mas também uso muitos ingredientes regionais, que se encontram no norte ou nordeste do Brasil, e que não se encontram no sul, nem fora do Brasil. Outras vezes, utilizo ingredientes globais, que se encontram em todo o lado. Cabe muito ao individuo perceber o processo da receita e usar os produtos que ele tem à disposição.

Tem uma ementa especial para quando os seus amigos vão jantar em sua casa ou já os conseguiu convencer a adotar o seu estilo de vida alimentar?
Ah sim, lá em casa é só comida de casa. O que vai habitualmente à mesa é o que se come. Muitas vezes até consigo convencer as minhas amigas a seguir o exemplo, mas não imponho nada! A observação e o exemplo são muito importantes.

Qual o seu prato preferido?
Farofa. É uma farinha com refogado, que se pode comer com muita coisa: arroz, feijão, legumes…

Qual a melhor e mais rápida receita que sugere?
A fome. Porque abrimos o frigorífico e fazemos uma ótima refeição com o que temos à disposição. Uma boa alimentação é a fome com vontade de ter saúde.

O reconhecimento do nosso trabalho, dá-nos uma maior exposição. E, hoje em dia, com a internet e as redes sociais, é mais fácil ganhar visibilidade, mas também estar no centro de algumas polémicas. Como reage aos comentários e às críticas dos cibernautas?
Não me incomódo. Algumas são bem horríveis, mas a maioria são divertidas.

Livros (premiados), programas de TV, canal de YouTube, gerir o menu de dois restaurantes, projetos sociais, colunista e oradora… é possível perguntar-lhe se tem novos projetos a caminho? Como gere tudo isto?

É muita coisa! Acabámos de lançar o “Bela Cozinha 2” em Portugal, e para o ano quero lançar um novo livro. E vou continuar com os meus programas.

E abrir um restaurante em Lisboa?
Ah isso é um pouco mais complicado… (risos). Quero trabalhar mais com educação e formação, em políticas públicas, antes de ter o meu próprio negócio.

Qual a sua relação com Portugal?
Eu amo Portugal. Este ano passei cá quase todo o mês de junho, e foi muito gostoso. Trouxe a minha família toda. Acho um país muito amigável. Os portugueses gostam muito dos brasileiros. Vocês conhecem muito a nossa cultura e isso é muito interessante. Consomem muito a nossa música, a nossa culinária, as novelas…  E eu, sou apaixonada pela vossa culinária e o vosso estilo de vida.

Alguma vez pensou em fazer um livro de culinária com produtos portugueses?
Pode ser. É uma ideia ‘bacana’! Nunca pensei nisso, mas não descarto a ideia, acho que pode funcionar.

Como não temos acesso aos vossos ingredientes, seria um desafio um livro com ingredientes totalmente nacionais…
No livro que editámos cá, fizemos uma adaptação. Substituímos alguns ingredientes que não existem em Portugal – que são tipicamente brasileiros -, por outros totalmente portugueses. Bom, talvez não seja muito tradicional. É mais esta nova onda que também está a surgir no vosso país, de dar mais atenção aos produtos orgânicos, biológicos e locais. É mais esse estilo!

A Sociedade

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